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El Baño del Papa: Exibição gratuita + Bate-papo

“O Banheiro do Papa”, El Baño del Papa, coprodução França-Uruguai-Brasil, é um filme dirigido por Cesar Charlone e Enrique Fernández. Ambientado na cidade de Melo, em 1988, trata da saga de um contrabandista uruguaio fronteiriço que vislumbra, na visita que o Papa fará ao Uruguai, uma possibilidade de mudar de vida.

A trama trata também da vida familiar e social dos personagens que circundam o protagonista. Não sendo um filme definível como “pesado”, ainda assim contém as características que acompanham boas obras cinematográficas: abordagem de questões humanas profundas, fotografia primorosa, elenco muito competente, ritmo, montagem e roteiro impecáveis. Entre muitos outros prêmios, recebeu o de Melhor Filme no Festival de Gramado e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Será a segunda exibição do ciclo “Para poder falar”, que o CineBuñuel promove ao longo deste primeiro semestre de 2017 e que trata de temas considerados tabus.

Neste caso, a obra cinematográfica levanta várias lebres de forma concomitante: fé religiosa, contrabando, violência doméstica, opressão social, abuso policial, entre outras.

Como é praxe, após a exibição do filme acontecerá um bate-papo com todas as pessoas presentes.

As exibições do CineBuñuel acontecem no Auditório Elke Hering, localizado na Biblioteca Universitária da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis, SC, Brasil.

O QUÊ:

Exibição do filme “El Baño del Papa”, com bate-papo após a exibição.

QUANDO:

25 de abril de 2017, às 14h

QUANTO:

Entrada gratuita

ONDE:

No Auditório da Biblioteca Universitária da UFSC

Trailer (legendado em português):

Algumas cenas:

Cartaz original:

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Cartaz em português:

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Cartaz de divulgação do CineBuñuel:

Cine Buñuel cartaz El Baño del Papa 25 abr

 

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Pelo Malo

Filmado na Venezuela e produzido por Mariana Rondón, Pelo Malo (2013), retrata, de forma explícita e simples, a realidade vivida por uma família de baixa renda, abordando questões de profundo impacto social. A auto aceitação e a convivência com as diferenças são alguns dos principais temas tratados neste filme. Marta, mãe solteira de dois meninos, trabalha arduamente e chega ao extremo de sujeitar sua dignidade para conseguir sustentar a casa.

O filho mais velho, Junior, tem nove anos e um desejo muito singular: sonha alisar o cabelo para tirar a foto da escola. É nítido seu complexo por ter “cabelo ruim” e sua angústia ao se comparar com quem tem cabelo liso. A diretora consegue trabalhar muito bem o drama vivido por esse menino, que, apesar de toda a pobreza e escassez em que vive, tem um sonho aparentemente banal.  Por trás disso está a verdadeira e mais profunda questão tratada no filme. Durante o longa, acompanhamos as tentativas frustradas de Junior em alisar seu cabelo e, igualmente, a conflituosa relação com sua mãe. Há, também, outra questão de abordagem muito recorrente na atualidade, o homossexualismo. Após ver algumas atitudes e suspeitar de trejeitos de seu filho, a mãe não consegue ser tolerante com tal situação. O que Marta quer cortar está além das madeixas de Junior.

Percebemos, ao longo do filme, o conflito que o menino vive consigo mesmo em relação a tantas questões internas e externas. Afinal, o que é “ser menino”? Ainda, a delicada convergência entre sexualidade e maternidade é abordada com sutileza e efetividade neste longa que, embora possa chocar por sua dureza, mostra uma realidade comum da sociedade, e assim, consegue nos cativar com tanta força e sensibilidade.

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                                                                           Pelo Malo

Filmada en Venezuela y producida por Mariana Rondón, Pelo Malo (2013) muestra de una manera simple, aunque explícita, la realidad vivida por una familia de clase baja, problematizando cuestiones de profundo impacto social. La auto aceptación y la convivencia con las diferencias son algunos de los principales temas debatidos en esta película. Marta es una madre soltera que tiene dos hijos y trabaja arduamente para sustentar la casa, llegando incluso al extremo de someter su dignidad.

Junior, el hijo más grande, tiene nueve años y un deseo muy singular: sueña con alisarse el pelo para sacarse la foto de la escuela. Es bastante obvio su complejo por tener “pelo malo” y la angustia que siente al compararse con sus allegados de pelo liso. La directora logra trabajar muy bien el drama vivido por este niño que, pese a toda la pobreza y escasez en la que vive, tiene un sueño aparentemente banal. Por detrás de todo esto está la verdadera y más profunda cuestión de la película. Mientras corre la trama, acompañamos los frustrados intentos de alisarse el pelo y la conflictiva relación de Junior con su madre. También hay lugar para una cuestión que se viene tratando mucho en la actualidad, la homosexualidad. Luego de ver algunas actitudes y de sospechar de las maneras de su hijo, Marta no logra ser tolerante con dicha situación. Lo que su madre quiere cortar está más allá de los rizos de Junior.

Y a lo largo de la película nos damos cuenta del conflicto que vive este niño consigo mismo en relación a tantas cuestiones internas y externas. Al fin y al cabo, ¿qué es “ser varón”? Además, la delicada convergencia entre sexualidad y maternidad se muestra de manera sutil y efectiva en este largometraje que, aunque puede impactarnos por su dureza, también muestra una realidad común de la sociedad, y de esta forma logra cautivarnos con tanta fuerza y sensibilidad.

Los lunes al sol

Los lunes al sol é um filme inspirado em episódios reais de demissão em massa, como o do estaleiro Naval Gijón (2000-2007), situado em Vigo, região norte da Espanha. É um retrato da falta de perspectivas gerada pelo desemprego. Ao mesmo tempo, evidencia, de forma transversal, a força de luta da classe trabalhadora, a especulação imobiliária e as relações e afetos humanos.

Um grupo de amigos (Santa, José Suaréz, Paulino Rivas “Lino”, Amador e Serguei) se reúne cotidianamente no bar de Rico, antigo companheiro de trabalho que, após a demissão dos trabalhadores do estaleiro, utiliza o dinheiro dos benefícios trabalhistas para iniciar seu pequeno negócio. Os demais componentes do grupo representam a esperança na força sindical e na luta política. Cada um enfrentando, a seu modo, as adversidades do desemprego, da competitividade do mercado de trabalho e consequente dificuldade de reintrodução laboral. Da mesma forma, o filme explora a solidão e o abandono, assim como as identidades dos sujeitos sociais no que se refere ao sustento da família e manutenção do lar.

Los lunes al sol foi o terceiro filme de Fernando León de Aranoa. Concorreu a várias categorias no Goia 2003, foi vencedor de cinco, entre as quais: melhor filme, melhor diretor, Fernando León de Aranoa; melhor ator, Javier Bardem; melhor ator coadjuvante, Luis Tosar e melhor ator revelação, José Ángel Egido.

 

Veja mais:

 

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/12/novas-demissoes-em-estaleiro-de-rio-grande-deve-afetar-economia-local.html

http://margensociologicas.blogspot.com.br/2009/08/segunda-feira-ao-sol.html

 

lunes sol

 

Los lunes al sol

 

Los lunes al sol es una película inspirada en episodios reales de despidos en masa, como el del astillero Naval Gijón (2000 – 2007) situado en Vigo, región del norte de España. Es un retrato de la falta de perspectivas generada por el desempleo. A la vez, pone en evidencia, de forma transversal, la fuerza de lucha de la clase trabajadora, la especulación inmobiliaria, las relaciones y afectos humanos.

Un grupo de amigos (Santa, José Suarez, Paulino Rivas “Lino”, Amador y Serguei) se reúne cotidianamente en el bar de Rico, antiguo compañero de trabajo que, luego del despido de los trabajadores del astillero, usa el dinero de los beneficios laborales para empezar su pequeño negocio. Los demás componentes del grupo representan la esperanza en la fuerza sindical y en la lucha política. Cada cual enfrentando, a su manera, las adversidades del desempleo, de la competitividad del mercado y la consecuente dificultad de reintroducción laboral. Igualmente, la película recorre la soledad y el abandono, bien como las identidades de los sujetos sociales en lo que se refiere al sustento de la familia y a la manutención del hogar.

Los lunes al sol fue la tercera película de Fernando León de Aranoa. Indicada a varias categorías del Goya 2003, fue vencedor de cinco, entre ellas: mejor película, mejor director, mejor actor para Javier Bardem, mejor actor secundario para Luis Tosar y mejor actor revelación para José Ángel Egido.

 

Y más:

https://www.youtube.com/watch?v=GtbRDvuDsZM

http://cultura.elpais.com/cultura/2002/11/11/actualidad/1036969201_850215.html

Te doy mis ojos

          Cansada da violência e dos constantes abusos praticados por Antonio, seu marido, Pilar decide sair de casa com o filho nos braços. Assim começa o filme espanhol Te doy mis ojos, de 2003. O tema da violência doméstica já havia sido tratado pela diretora Icíar Bollaín em um curta-metragem de 2000 chamado Amores que matan. No longa, porém, a diretora amplia o escopo e aguça o foco: Pilar oscila entre as instâncias do marido, que luta para reconduzi-la à rotina conjugal, e as advertências da irmã sobre os padecimentos deste alegado amor de talhe perigoso.

          Te doy mis ojos não expõe somente a dura realidade dos fatos, bastante clara para o espectador, mas os conflitos emocionais de Pilar e Antonio, a ilusão de uma transformação interna e do outro a fim de denegar a impossibilidade dos próprios ideais, e o fruto disso, uma sensação de angústia que nos acompanha durante todo o curso da história. Amor e ódio, dependência e possessão, tormentos físicos e psicológicos são temas abordados na trama.

Veja mais:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,pelos-meus-olhos-discute-a-violencia-contra-a-mulher,232454

http://www.revistacodice.es/publi_virtuales/i_con_h_mujeres/documentos/comunicaciones/comuMedelBao.pdf

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Te doy mis ojos

          Cansada de la violencia y de los constantes abusos practicados por Antonio, su marido, Pilar decide huir de casa con su hijo en brazos. Así empieza la película española Te doy mis ojos, del 2003. El tema de la violencia domestica ya había sido expuesto por la directora Icíar Bollaín en un cortometraje del 2000 llamado Amores que matan. Sin embargo, en el largometraje la directora amplia la perspectiva y agudiza el tema: Pilar titubea entre los ruegos de su marido, que lucha por regresarla a la rutina conyugal, y las advertencias de su hermana sobre los padecimientos de este dicho amor de ceño peligroso.

          Te doy mis ojos no expone solamente la dura realidad de los hechos, bastante clara para el espectador, como también los conflictos emocionales de Pilar y Antonio, la ilusión de una transformación interna y del otro para seguir eludiendo la imposibilidad de los propios ideales, y el producto de eso, una sensación de angustia que nos acompaña durante todo el curso de esta historia. Amor y odio, dependencia y posesión, tormentos físicos y psicológicos son temas planteados en la trama.

Y más:

http://elpais.com/diario/2003/01/31/cine/1043967610_850215.html

http://www.muchomasquecine.com/documentos/material/3_Tedoymisojos.pdf

Lançamento do Ciclo “Para poder falar”: Mar Adentro

No 1º semestre de 2017, o Cine Buñuel promoverá um ciclo dedicado a abordar temas que são considerados tabu. Para inaugurar a proposta, realizaremos a exibição do filme “Mar Adentro”, dirigido por Alejandro Amenábar e protagonizado por Javier Bardem, que aborda a delicada questão da eutanásia.

O quê: Exibição do filme “Mar Adentro”, com legendas em português do Brasil, seguida de bate-papo.

Quando: terça-feira, 11 de abril de 2017, às 14h.

Quanto: Entrada gratuita.

Onde: Auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária da UFSC.

Trailer:

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Cartaz original:

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